Parto Rio de Janeiro - RJ

Pedro

A gente já esperava que o parto da Carol fosse ser rápido. Ela me avisou que sua primeira filha tinha nascido assim que ela pisou na maternidade. Quase nasce na recepção. Tudo aconteceu muito rápido, a evolução foi a jato e quase não deu tempo de chegar a equipe. Mas a gente não sabia que ia ser tão mais rápido dessa vez. Uma verdadeira aventura!


Carol me ligou e disse que tinha estourado a bolsa, mas estava com contrações bem leves. Disse que ainda ia passar na casa de alguém pra deixar a mais velha. Sabendo da história, fiquei de olho. Nem sei se a Carol chegou a ir porque momentos depois, a Ana Lucia, doula da Carol foi pra casa dela e me ligou dizendo que já estavam se dirigindo pra Perinatal Laranjeiras, então eu também larguei tudo e fui. Cheguei na maternidade junto com eles. Ela saltou do carro e eu percebi que o Pedro estava chegando. Carol não conseguia se mover, sustentada por seu companheiro Tiago. Ela emitia aquele som característico de uma mulher no expulsivo e não queria que ninguém lhe tocasse, afinal, sua equipe querida comandada pela Dra. Bernadette Bousada, com quem ela construiu uma relação de confiança, não havia chegado. Lhe ofereceram uma cadeira de rodas, mas ela não conseguia sentar, obviamente. Logo, colocaram ela em uma maca e o Pedro foi coroando enquanto Carol deslizava na maca pela recepção da Perinatal. Uma cena inesquecível para todos aqueles ali estavam, em plena luz do dia, lotando a sala de espera aguardando atendimento. A maca da Carol e do Pedro entrou numa salinha minúscula de avaliação e logo atrás entramos eu, Tiago, Ana, e mais umas 6 médicas e enfermeiras plantonistas. Um agito só. A gente ouvia "pega o cardiotoco!" e a Carol dizia "não quero cardiotoco!", "vou só fazer um toque" e a Carol respondia "nada de toque!". Enquanto isso, a gente via que Pedro ia deslizando maravilhosamente bem para o mundo com calma e assertividade, ignorando a correria do lado de fora. Realmente se parássemos e só observássemos, a gente poderia perceber como a natureza é sábia e acha seu caminho independente das ansiedades dos humanos. Tudo corria bem.


Pedro chegou. Uma vitalidade de dar inveja. Gordinho, rosinha, perfeito. Aos poucos a calma e a serenidade foram tomando conta da salinha minúscula. A equipe da Carol foi chegando. E a passos lentos como deve ser após a chegada de um bebê, cada coisa em seu devido tempo, a placenta nasceu, o cordão foi clampeado, o bebê foi enrolado em mantinhas, o peito foi oferecido e mamado.


Mas acho que o ponto alto do registro foi a chegada de Pedro no quarto e o encontro dele com a irmã. Um momento de desconfiança, de reconhecimento e, logo em seguida, o amor que se manifestou. Emocionante o semblante da Duda para o irmão. São quase palpáveis os sentimentos fluindo por ela até ela mostrar o quanto de amor já sentia pelo irmão.


Enfim, vamos às fotos?